fbpx
Contato
Rua Tabapuã, 1123, CJ. 82
Itaim, São Paulo – SP
nutricionista@laismurta.ntr.br
11 3078-3882
11 99680-8089
Siga nas Redes

Metais tóxicos e poluentes ambientais: Como lidar com o mal que não vemos?

Os metais são elementos essenciais e nutricionalmente relevantes, contudo, alguns metais com efeito tóxico estão presentes em alimentos, como por exemplo, chumbo, cádmio, mercúrio, cobalto, alumínio, níquel, cromo e arsênio.

Estes metais podem ser introduzidos no organismo por diferentes vias de exposição: inalação, água potável, ou alimentos consumidos (in natura ou industrializados). Os metais que não são passiveis de metabolização, ou seja, que nosso corpo não consegue excretar, tornam-se venenos silenciosos, que permanecem por muito tempo estocados em nossas células de gordura. Eles acabam por danificar a saúde lentamente ao longo dos anos sem sequer demonstrar sintomas.

O arsênico é considerado um agente carcinogênico, podendo ser encontrado em concentrações toxicas no cigarro, pesticidas, algumas fontes de água mineral e também no arroz importado da Ásia. Esse metal é capaz de inibir enzimas importantes no processo de produção de energia pelas células do nosso corpo.

Sais inorgânicos, orgânicos e mercúrio metálico são as três formas diferentes na qual o mercúrio pode se apresentar. Dentre as três formas a primeira é a mais perigosa pois cerca de 90% da quantidade ingerida é absorvida. A sua fonte mais comum de contaminação são os peixes de águas contaminadas e em quantidades muito elevadas, nem mesmo os métodos de cozimento mais vigorosos como ferver, fritar e assar são capazes de remover o metal. Os peixes que contém uma menor quantidade de mercúrio são o camarão, truta, haddock, salmão e a atum em lata.

Um importante alerta vem sendo feito pela contaminação de chumbo. Esta tem sido a principal causa de contaminação crônica no meio urbano, o chumbo é capaz de contaminar vegetais das mais diferentes formas e é na boca que surge um dos primeiros sintomas identificáveis: o gosto metálico. Sua contaminação vem sendo bastante relevante em crianças pela presença deste mineral em tintas coloridas, sua contaminação em crianças está relacionada com um aumento do déficit cognitivo. Existem outras fontes importantes de contaminação como encanamento de água, fertilizantes do solo, alimentos enlatados, panelas e utensílios de cerâmica e tinturas de cabelo.

Outro metal pesado extremamente tóxico é o cádmio, sendo comumente encontrado em regiões industriais, sendo sua fonte de contaminação principal por via aérea, e seus sintomas dependem da forma de contato com o metal, a dosagem e a duração da exposição.

A contaminação pode estar dentro de casa, no desodorante anti-transpirante que usamos diariamente, no alimento que preparamos e consumimos. O alumínio por exemplo está presente em panelas e utensílios de cozinha e pode ser expelidos dos utensílios na cocção de alimentos de pH ácido, como por exemplo, molho de tomate, estando associado a hiperatividade e distúrbios de aprendizado em crianças.

Existe uma substância que está presente na rotina de muitas pessoas, o flúor. Esse mineral ajuda a prevenir a cárie dentária, abrandando a quebra do esmalte e acelerando o processo natural de remineralização. A técnica empregada para prevenção da cárie que utiliza a água do abastecimento público como veículo para o flúor, chamada de fluoretação e traz consequências, pois o flúor quando dissolvido em água, tem sua potencia tóxica aumentada em 20 vezes. Esse aumento tóxico é cancerígeno, aumenta a degradação genética e os riscos de depressão e mal de Alzheimer.

A poluição da água por exemplo, tem como origem diversas fontes. se destacando as cargas pontuais de origem doméstica e industrial e cargas difusas de origem urbana e agrícola.

Dados publicados na literatura indicam que alguns compostos orgânicos de interesse ambiental recente, como interferentes endócrinos (substâncias químicas que podem interferir no funcionamento normal do sistema endócrino) da classe de produtos farmacêuticos e de higiene pessoal, não conseguem ser biodegradados ou eliminados completamente durante o tratamento. Diversos destes produtos tem sido detectados em amostras de esgotos domésticos tratados, águas superficiais e até mesmo águas potáveis de alguns países. No Brasil pouco se sabe sobre a origem, ocorrência e destino destes compostos no ambiente.

Os interferentes endócrinos podem ser de origem antrópica, também denominada xenoestrogênio, ou de origem natural, como por exemplo os fitoestrogênio. Alguns pesquisadores relatam que essas substância mesmo que em pequenas concentrações, é capaz de interferir no funcionamento natural do sistema endócrino, causando câncer, prejudicando os sistemas reprodutivos e causando outros efeitos adversos.

Brinquedos infantis, embalagens de alimentos e utensílios plásticos contém substâncias chamadas ftalatos, dentre eles o bisfenol, que acarretam em danos ao sistema reprodutor, principalmente o masculino. Os riscos a sua exposição principalmente no período pré natal, também é uma preocupação crescente, já que são considerados obesogênicos naturais e carcinogênicos. Estas substâncias estão presente por toda parte, no filme interno das embalagens longa vida, em sucos, revestindo a tampa metálica de frascos de iogurte, embalagens para pizza, além de pacote de salgadinhos.

Existem alguns cuidados que podemos tomar com a utilização dos plásticos, como não utilizar para guardar alimentos gordurosos ou alimentos ácidos; não esquentar ou adicionar preparações quentes nestes utensílios; não deixar garrafas PET com água dentro do carro, por exemplo, ou em temperaturas elevadas; usar somente para armazenar frutas (não acidas) e vegetais frescos.

Nossos hormônios são fundamentais para o funcionamento e equilíbrio do nosso organismo. Muitos compostos químicos podem se ligar a receptores hormonais e consequentemente copiar a ação do hormônio ou bloquear a sua ação.

Muitos interferentes endócrinos também estão classificados como micropoluentes orgânicos, substâncias toxicas persistentes, poluentes orgânicos persistentes , poluentes emergentes, dentre outros. Entretanto, existem duas classes de compostos que podem alterar o funcionamento endócrino, os hormônios naturais como por exemplo o estrogênio, a progesterona e os fitoestrogênios já citados, que estão presente em algumas plantas e na semente de soja; e os compostos sintéticos ou de origem antrópica que incluem hormônios sintéticos, bem como os xenostrogênio produzido para a utilização das indústrias, na agricultura e para os bens de consumo, estão incluídos nessa categoria os pesticidas.

Os pesticidas vem sendo utilizado em uma quantidade discrepantes há alguns decênios. Certas variedades evaporam na atmosfera e são transportadas pelo vento para diversas regiões. A consequência disso é a destruição de bactérias simbióticas das plantas, desaparecimento de insetos polinizadores, presença em alimentos, tem ação cancerígena e podem causar a erosão do solo.

Alguns metais pesados como cádmio e mercúrio também apresentam atividade semelhante no sistema endócrino, especialmente na sua forma orgânica, por exemplo o metilmercúrio. Para seres humanos a mais importante fonte de exposição aos metais e interferentes metabólicos é a alimentação, uma vez que muitas destas substâncias são utilizadas durante a produção de alimentos e/ou processo de embalagem dos mesmos, ou ainda através da ingestão da aguá potável contaminada.

O envenenamento causado por estes metais é silencioso e só mostra sinais quando já danificou o organismo. Portanto podemos estar nos envenenando sem saber e é importante incluir uma rotina de desintoxicação na nossa vida. É essencial levar o processo de desintoxicação de metais pesados a sério.

Estudos apresentam dados relevantes de contaminação em carnes, ovo, leite , aves e peixe por exemplo. No leite, em cidades do Brasil, foram encontrados dados de contaminação de antibióticos, resíduos de penicilina dentre outras substâncias.

Muitas vezes vamos ao mercado, fazemos compras e consumimos alimentos sem sequer sabemos que aquele alimento contem diversas substâncias prejudiciais a nossa saúde. Não é um hábito da população a leitura de rótulos. Temos que estar atentos pois diversos tipos de substâncias são adicionadas aos alimentos durante o seu processamento, dentre eles, corantes, adoçantes, realçadores de sabor, estimulantes e muitos outros que trazem danos a nossa saúde. São mais de 4.000 substâncias. Estudos apontam que o limite de ingestão segura dessas substâncias são frequentemente ultrapassadas em todas as faixas etárias e sexo. Em países como Reino Unido e a União Europeia é restringido o uso de corantes artificiais com o objetivo de melhorar a saúde das crianças.

A destoxificação se caracteriza pela redução das propriedades tóxicas de uma substâncias . A destoxificação metabólica se dá pela redução da toxicidade de uma substância por meio de alterações químicas induzidas no corpo, produzindo um composto “menos venenoso”, ou mais facilmente eliminado. Este processo se designa em três fases.

No processo de desintoxicação o primeiro passo é evitar a exposição, e reduzir a sua absorção intestinal consequentemente aumentando sua excreção. Contra todos os metais pesados é necessário estimular o sistema de desintoxicação e isso pode ser feito através de alimentação e suplementações.

Reduzir a exposição, começa pela redução de alimentos que tem mais toxinas, como carnes, ovos, leite, evitar ao máximo o conteúdo de vísceras, preferira sempre que possível carnes de animas tratados ecologicamente assim você também colabora para a saúde ambiental do seu planeta.

A p-glicoproteína é uma glicoproteína, presente no fígado, rim, pâncreas, dentre outros tecidos, está envolvida na excreção de xenobióticos, lipofílicos e endobióticos, promove a expulsão das drogas para o meio externo. Esta enzima está presente na terceira fase do processo porem coopera com enzimas envolvidas nas reações de fase I e II eliminando metabólitos de drogas.

Existem alimentos que aumentam a expressão desta importante enzima, como a cúrcuma, o gengibre, cebola, chá verde, ginseng, cardo mariano, entre outros.

É crucial realizar a identificação de toxinas para que possam ser removidas, fazendo parte deste processo a minimização de medicamentos desnecessários bem como a identificação de alimentos alérgenos e sua restrição.

A compra de alimentos orgânicos ajuda a garantir uma ingestão mínima de pesticidas, herbicidas e inseticidas. Garantir que a água seja filtrada, cozinhas com panelas e potes não tóxicos, que não estejam gastos ou descascados de modo a evitar a liberação de compostos prejudiciais.

É importante limitar a exposição a alimentos enlatados e garrafas de plásticos, evitar alimentos que contenham conservantes, corantes alimentícios como o corante amarelo, e evitar adoçantes artificiais priorizando reduzir a ingestão de açucares adicionados pois estes tendem a estressar o sistemas do corpo e criam mais inflamação, tornando mais difícil a eliminação de toxinas.

A proteína é um componente essencial dos processos de destoxificação. Se o individuo não come proteína animal e não comem proteínas de soja por motivos pessoais ou de saúde, podem optar por nozes, sementes e outras leguminosas.

Existem outros fatores que influenciam no processo de destoxificação, como a qualidade de vida, entretanto se faz necessário cuidar da mente e do corpo neste processo. É importante ouvir o corpo, dormir e descansar o suficiente, se livrar de comportamentos, relacionamentos e pensamentos tóxicos. É efetiva a prática de técnicas de relaxamento como ioga e meditação. A prática de atividades físicas é mais do que bem-vinda culminando no aumento da circulação sanguínea e linfática.

O processo requer energia, as calorias são necessárias para alimentar os caminhos para mover as toxinas pelo sistema, não sendo um plano restrito em calorias. Mas é necessário a abordagem por um profissional para realizar o acompanhamento de outros aspectos como, níveis de açúcar no sangue, se á necessidade de perda de peso, e avaliação da composição corporal, para que se for necessária o profissional nutricionista individualize a restrição calórica.

Neste processo é importante cuidar da hidratação, que pode ser feito através da ingestão de água ou água de coco por exemplo e alguns chás que tem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e desintoxicantes. Muitos alimentos se tornam essenciais e muitos não trazem benefícios nesse processo.

É importante ressaltar que a desintoxicação requer intenso acompanhamento, não deve ser repetida constantemente e jamais deve ser feita sem a orientação de um nutricionista.

Instagram