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Como o estresse influencia o processo digestivo?

Muita gente não sabe, mas o pâncreas possui uma grande importância para a digestão.A função exócrina do pâncreas é a de produzir suco pancreático, que é uma secreção composta por enzimas digestivas que contribuem para o processo de digestão de proteínas, carboidratos, gorduras e ácidos nucleicos.

Grande parte das enzimas produzidas pelo pâncreas são armazenadas na forma inativa para que o próprio pâncreas se proteja da ação delas. Elas só serão ativadas após serem secretadas no intestino delgado.

No estresse crônico a função exócrina do pâncreas fica comprometida, o que também compromete todo processo de digestão e absorção de nutrientes. 

O estresse provoca uma série de alterações metabólicas que incluem o aumento da secreção de citocinas inflamatórias e a vasoconstrição (redução do fluxo sanguíneo para o pâncreas), causando um fenômeno de “hipóxia e reperfusão”, que contribui ainda mais para o processo inflamatório no órgão. 

Tudo isso provoca prejuízos na ação das enzimas digestivas e, como consequência, teremos uma redução da absorção de nutrientes e uma alteração negativa na composição da microbiota intestinal. Não é incomum encontrar quadros de SIBO (supercrescimento bacteriano no intestino delgado) em pessoas com insuficiência pancreática exócrina.

Sintomas como distensão abdominal, formação excessiva de gases, deficiências nutricionais, dificuldade de ganho de peso, diarréia, cansaço, queda de cabelo, unhas fracas, fezes amareladas ou com gordura aparente, podem ser sintomas sugestivos de insuficiência pancreática exócrina. 

Para a avaliação da função exócrina, é importante buscar um gastroenterologista que solicitará exames específicos, como a mensuração da elastase pancreática (um marcador de função pancreática exócrina).

O tratamento da insuficiência pancreática exócrina geralmente inclui a reposição de enzimas digestivas, uma dieta com alimentos de fácil digestibilidade e práticas para o controle do estresse. Mas sobre tudo isso, eu falo num próximo post!

Binker, M. G., & Cosen-Binker, L. I. (2014). Acute pancreatitis: the stress factor. World journal of gastroenterology, 20(19), 5801–5807. https://doi.org/10.3748/wjg.v20.i19.5801

Fu K, Sarras MP Jr, De Lisle RC, Andrews GK. Expression of oxidative stress-responsive genes and cytokine genes during caerulein-induced acute pancreatitis. Am J Physiol. 1997 Sep;273(3 Pt 1):G696-705. doi: 10.1152/ajpgi.1997.273.3.G696. PMID: 9316474.

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