Praticar exercícios é garantia de melhorar o padrão alimentar?

Os benefícios que a atividade física regular traz é indiscutível. Porém, o que vem se observando é que o fato de o indivíduo praticar exercícios físicos não é garantia de melhora na qualidade do padrão alimentar, ou seja, comer melhor não é consequência intrínseca de praticar atividades físicas.

Têm sido publicados alguns estudos nesse sentido. Por exemplo, um estudo de 2011, feito por Werle et al concluiu que indivíduos que consideram a prática de exercícios físicos divertida se alimentam melhor do que os que não a encaram de maneira prazerosa. Outro estudo, conduzido por Beer et al e publicado no final de 2017 avaliou as escolhas alimentares de um grupo de pessoas que podia optar pelo tipo de treino que mais lhe agradasse (bicicleta ou esteira), a duração (entre meia hora e uma hora), a intensidade, o horário e até o tipo de música que iria ouvir durante o exercício. Em contrapartida, cada um teria um parceiro de treino obrigado a seguir as mesmas escolhas. O resultado mostrou que o padrão alimentar do grupo “autônomo” era melhor quando comparado ao grupo que não pode fazer as escolhas.

Sendo assim, o acompanhamento multiprofissional de um nutricionista e um educador físico é fundamental. A prática de exercícios só trará bons resultados se estiver alinhada com um planejamento alimentar bem elaborado! As orientações devem estar alinhadas, focando sempre na saúde e bem-estar do paciente.